Clipping diário - 05/03/10
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Escrito por Vanessa Lamounier   
Estado de Minas / Política

Cidade administrativa
A voz das gerais
Aos gritos de "Aécio presidente", multidão constrange Serra, enterra pretensões tucanas de ter governador de Minas como vice e reforça pressão para que paulista assuma que é candidato
Lucas Figueiredo
Governador Aécio Neves recebeu José Serra, Itamar Franco, José Alencar, Gilmar Mendes e Francisco Asfor Rocha, entre outras autoridades, na inauguração da Cidade Administrativa Presidente Tancredo Neves
No ninho tucano, haja gelo para injetar nas veias... Se até então era o governador de São Paulo, José Serra, quem pressionava o governador de Minas Gerais para que este aceitasse ser o seu vice na chapa presidencial do PSDB na eleição de outubro, ontem Aécio Neves virou o jogo. Na inauguração da Cidade Administrativa Tancredo Neves – evento milimetricamente coreografado para exaltar a importância de Minas no cenário político nacional e a musculatura de Aécio no jogo sucessório –, Serra, que ainda reluta em assumir a candidatura e vê ameaçada a sua liderança nas pesquisas de intenção de voto, foi pressionado durante duas horas, na frente de 8 mil pessoas, a ceder a vaga ao colega mineiro. Ao lado de Aécio, por três vezes, um impassível Serra ouviu um coro de milhares de pessoas a gritar: “Aécio presidente, Aécio presidente, Aécio presidente... ”.
Os símbolos já indicavam que Serra cairia num alçapão. Afinal, Aécio inaugurava uma “cidade administrativa” projetada por Oscar Niemeyer (como Juscelino Kubitschek fizera em Brasília há 50 anos) justamente no dia em que Tancredo Neves completaria 100 anos. As efemérides e a evocação direta aos dois ex-presidentes mineiros eram suficientes para transmitir a mensagem política do evento. Mas Aécio fez mais. Em seu discurso, relembrou os demais mandatários da Nação que saíram das montanhas das Gerais: Afonso Pena (1906-09), Venceslau Brás (1914-18), Delfim Moreira (1918-19), Artur Bernardes (1922-26) e Itamar Franco (1992-95).
É muito provável que Serra soubesse da arapuca mineira. E provável também que tenha decidido encará-la por pura falta de opção, já que ele corteja Aécio e os 14.187.471 votos de Minas, segundo colégio eleitoral do país. O governador paulista, contudo, talvez que não imaginasse que seria massacrado pelo “espírito de Minas”. Sim foi um massacre de signos.
Já na chegada à Cidade Administrativa, o governador paulista foi bombardeado com a visão de mais de 400 bandeiras do estado hasteadas na rodovia MG-010. Depois, ao caminhar ao lado do governador mineiro até as cadeiras reservadas às autoridades, Serra viu que Minas até podem ser muitas, mas o candidato do estado é um só: Aécio. Foram certamente os 100 metros mais difíceis para Serra nos últimos anos. No trajeto, ele escutou o hino do estado (Oh! Minas Gerais...) misturado a um lúgubre repicar de sinos, passou debaixo da lança dos Dragões da Inconfidência e assistiu o governador mineiro ser ovacionado pela plateia da casa. Ainda na metade do percurso, os signos foram substituídos por um recado mais explícito: milhares de vozes a gritar: “Aécio presidente, Aécio presidente, Aécio presidente... ”. No edifício Tiradentes, debaixo do maior vão livre do mundo, com 147 metros, Serra não mexeu um músculo da face. Mas para quem alimentava a esperança de ter o governador mineiro como seu sub, foi um nocaute.
Já sentado, o governador paulista teve de engolir mais símbolos, como a música Peixe Vivo (a preferida de JK), um áudio com a voz de Tancredo (“O primeiro compromisso de Minas é com a liberdade...”) e um vídeo institucional com o bordão publicitário do governo do estado: “Minas mostra o caminho”. Era só um slogan, mas parecia provocação.
Era a vez de Aécio falar, informou a madrinha da cerimônia, a atriz Christiane Torloni. De gravata vermelha, o governador subiu ao palco. Pela segunda vez, e não seria a última do dia, a claque foi ao delírio: “Aécio presidente, Aécio presidente, Aécio presidente... ”. Faltavam alguns minutos para às 13h. Parece mentira, mas aconteceu: a chuva que até então caíra fina e insistentemente parou, e as nuvens cinzas deram lugar a um sol abrasador, emoldurado por um céu azul. (Pouco depois, Aécio agradeceria a São Pedro.)
No palco, um orgulhoso Aécio Neves anunciou: “Temos aqui hoje as maiores autoridades da República”. De fato, lá estavam o vice-presidente da República, José Alencar, o presidente do Supremo Tribunal Federal, Gilmar Mendes, seis governadores e dezenas de deputados federais e senadores – todos a testemunhar o suplício de Serra. Ainda no começo de sua fala, o governador de Minas foi mineiramente solidário com o colega. Primeiro, tratou-o por “grande companheiro e amigo”. Depois, resgatando-o da vexação, saudou-o: “Seja muito bem-vindo a Minas Gerais”. Serra então foi aplaudido – mas não pelo deputado e pré-candidato a presidente Ciro Gomes (PSB), o arquirival do governador paulista que fora caprichosamente posicionado a dois metros dele.
Recados Ainda no palco, Aécio mandou um recado, como costumam dizer os cronistas políticos. Citando Afonso Arinos, o mineiro afirmou que a história não é o passado tampouco o futuro. “O tempo da história é o sempre”, disse ele. O que isso quer dizer, ninguém sabe. Uma frase elástica o suficiente para caber em todas as elucubrações sobre seu futuro político. Aécio será candidato ao Senado? (Ele diz que sim.) Aécio será candidato a vice? (Ele diz que não.) Aécio será candidato a presidente? (Ele diz que não também.) Mas quem há de saber? O tempo da história é o sempre.
Ao final de sua fala, o governador mineiro deu vivas a Tancredo e a Minas Gerais. José Alencar fez um discurso protocolar e a cerimônia finalmente foi encerrada por Milton Nascimento, que cantou Para Lennon e McCartney (“...sou do mundo/sou Minas Gerais”). Serra foi então tragado pela multidão e pelas autoridades que se dispersavam. Foi-se embora sem discursar (não foi convidado a fazê-lo) e sem dar uma entrevista coletiva para a imprensa (não quis). Talvez tenha voltado para São Paulo com as palavras de Afonso Arinos, também repetidas por Aécio, a torturar-lhe o coração: “Minas é fatal e decisiva”. Quisera Serra que fosse decisiva, mas pelo espetáculo de ontem tudo indica que será fatal.
Opinião
A elegância, muitas vezes tão distante da política, venceu a arrogância de parte da oposição, que insiste em apresentar cartas marcadas, quando o cenário político pede sabedoria, em lugar da imposição. Na solenidade de inauguração da Cidade Administrativa, os gritos da platéia de “Aécio presidente” não foram capazes de tirar do governador a velha tradição conciliadora de Minas. Ao contrário, Aécio deu exemplo e fez questão de afagar seu “amigo”, entre aspas porque foi palavra sua no discurso, governador de São Paulo, José Serra (PSDB). É mais um sinal que explica o temor do Palácio do Planalto de enfrentá-lo nas urnas. Com Aécio, fica muito mais difícil fazer a comparação tão desejada pelo presidente Lula com a gestão de Fernando Henrique Cardoso. Em seu discurso, o governador de Minas fez um passeio pelo passado honrado e pela rica história de Minas, da defesa da democracia com Tancredo Neves ao desenvolvimento de Juscelino Kubitschek, entre tantos outros presidentes. Era um olhar para o passado de gente que enxerga o futuro.

O Tempo / Cidades


Direitos Humanos
Denúncias aumentam 150%
No mesmo dia da agressão no bairro São José, na Pampulha, o Disque Direitos Humanos, do governo do Estado, divulgou um aumento de 150% no número de denúncias de mulheres vítimas de agressões, maus-tratos, ameaças, estupro ou assédio sexual.
O serviço recebeu, nos dois primeiros meses de 2010, 20 denúncias. No mesmo período do ano passado, foram oito denúncias. Ao longo de 2009, 102 ligações de crimes contra mulheres foram recebidas. Aumento de 149%, diante das 41 denúncias feitas em 2008.
O relatório foi produzido pela Secretaria de Estado de Desenvolvimento Social (Sedese). A subsecretária de Direitos Humanos da Sedese, Maria Céres Pimenta, diz que três fatores são decisivos para compreensão do crescimento no número de ligações recebidas.
“O Disque Direitos Humanos tem se tornado um instrumento cada vez mais conhecido em todo Estado. Além disso, as pessoas têm mais consciência da importância da denúncia, que faz com que a ação não fique impune. O último fator é a confiança da possibilidade de responsabilização do agressor”, explica.
Criado em 2000, O Disque Direitos Humanos faz atendimento telefônico e monitoramento de denúncias de todos os tipos de violações de direitos humanos.
Segundo Eliana Piola, coordenadora Especial de Políticas Públicas para Mulheres, além da campanha, o importante é fortalecer os serviços prestados às mulheres. “Não adianta só receber as denúncias. É preciso articulação entre delegacias, defensorias e promotorias para que as mulheres recebam atendimento. Para isso, estamos equipando delegacias, capacitando agentes e assistentes sociais para que eles possam dar continuidade e uma possível solução a cada denúncia”, diz. O telefone para denúncias é o 0800 031 11 19. (Da Redação)

O Tempo / Cidades

Preservação
PM aplicou mais de R$ 20 mil em multa durante a Piracema
CLARISSA DAMAS
Portal O TEMPO online
PMMG/Divulgação
Durante os meses da Piracema, a pesca é proibida por lei
Entre 1º de novembro de 2009 e 28 de fevereiro deste ano, período da Piracema, a Polícia Militar do Meio Ambiente de Minas Gerais aplicou multas que somaram R$ 21.905,48 em um total de 41 infrações.
Durante o período, a polícia flagrou irregularidades em rodovias, lagoas, rios e fazendas. Foram apreendidos 1.376 quilos de pescado, 6.838 metros lineares de redes, 23 tarrafas, 39 espinhóis, 94 covos ou jequis, 20 molinetes, duas armas de fogo e 11.284 quilos de carvão. Oito pessoas foram presas.
A pesca é proibida durante a Piracema - época em que os peixes sobem até as cabeceiras dos rios, nadando contra a correnteza para realizar a desova e a reprodução.
O fenômeno é considerado essencial para a preservação do nível de peixes nas águas dos rios e lagoas.
Fiscalização
A equipe da polícia agiu em rodovias, rios, lagoas e fazendas em todo o Estado:
Rios Doce, Corrente, Suaçu Grande e Pequeno e Rio São Mateus
Cursos dágua nas regiões de Conceição do Mato Dentro, Guanhães, Senhora do Porto, Dores de Guanhães, Sabinópolis, Materlândia, Rio Vermelho, Paulista, Santa Maria do Suaçú.

Portal Hoje em Dia / Brasil

Maior preocupação na periferia de SP é com a segurança
Agencia Estado - 5/03/2010 - 10:10
O mais recente estudo do Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef) em São Paulo constatou um enorme contraste entre a sensação de insegurança nas comunidades carentes e o incentivo familiar aos estudos e à formação profissional dos jovens. A pesquisa "Plataforma dos Centros Urbanos" é uma espécie de raio X da percepção das condições de vida de crianças e adolescentes residentes em 55 bairros de alta vulnerabilidade social da capital paulista e de Itaquaquecetuba.
No total, 4.331 pessoas - entre jovens, moradores, lideranças e autoridades governamentais - foram entrevistadas para opinar sobre temas como saúde, educação, violência e políticas públicas em sua própria comunidade. De longe, segurança foi o item mais mal avaliado no apanhado global das respostas.
Mais da metade dos entrevistados adultos (58%) considerou a situação atual ruim ou péssima e ainda mais gente (70%) afirmou que a segurança está estável ou piorando. Entre as perguntas desse item, o destaque negativo ficou com o relacionamento entre a comunidade e a polícia: a nota, 2,9, numa escala de zero a dez, foi a pior de todos os tópicos que compunham o questionário.
O que talvez impressione quem pensa que a violência nas periferias começa dentro de casa foi a boa avaliação feita pelos próprios adolescentes do seu relacionamento com seus responsáveis. Entre os itens de qualidade de vida mais bem avaliados pelos jovens estão a importância dada pelos pais à escola (9), seu incentivo para que os filhos aprimorem a formação profissional (8,2) e a segurança no ambiente familiar (8).
Saúde
Se a violência teve as piores notas entre todos os campos, o item mais bem visto pela população foi as condições de saúde dos bebês e crianças de até 6 anos. Seis dos dez quesitos mais bem avaliados de todo o questionário pertencem a esse grupo. Para a médica sanitarista e coordenadora do Programa de Saúde da Mulher do Estado de São Paulo, Tânia Lago, o resultado reflete o acerto das políticas federais, estaduais e municipais de acompanhamento pré-natal.
Outros dados que chamam a atenção são os relativos à higiene e à qualidade de vida das comunidades. Jovens reclamam da qualidade do ar que respiram (3,8), da limpeza dos banheiros das escolas e da iluminação pública (ambas notas 4,3). As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

Jornal Aqui / Cidades

RELATÓRIO
Violência contra a mulher desmascarada
Subiu em 150% o número de mulheres mineiras que, durante os primeiros meses deste ano, denunciaram, via Disque Direitos Humanos (0800-0311119), que foram vítimas de agressões, maus-tratos, ameaças, estupro e assédio sexual. No mesmo período de 2009 foram feitas oito denúncias. Os dados fazem parte de relatório produzido pela Secretaria de Estado de Desenvolvimento Social (Sedese).
Ao longo de todo o ano passado foram recebidas 102 ligações de vítimas de violência, o que também mostra um aumento de 149%, em comparação com as 49 denúncias feitas em 2008. Segundo a subsecretária de Direitos Humanos da Sedese, Maria Céres Pimenta, três fatores são decisivos para compreender o crescimento no número de ligações recebidas pelo serviço.
“O Disque Direitos Humanos tem se tornado um instrumento cada vez mais conhecido. O segundo é que as pessoas têm mais consciência da importância da denúncia. Outro motivo é a confiança na chance de responsabilização do agressor.”
O Disque Direitos Humanos é gratuito e garante o sigilo do denunciante. Foi criado em 2000 e faz atendimento telefônico e monitoramento de denúncias de todo  tipo de violação de direitos humanos.

Assembléia Legislativa MG

Frente vai lutar por varas só para crimes contra criança e adolescente
Deputados da Comissão de Participação Popular e representantes do Governo do Estado e de entidades da área discutiram, em audiência pública nesta quinta-feira (4/3/10), na Assembleia Legislativa de Minas Gerais, as prioridades de atuação da Frente Parlamentar de Defesa dos Direitos da Criança e do Adolescente em 2010. Os participantes da reunião decidiram que uma das principais ações deve ser a pressão para que o Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG) crie varas especializadas no julgamento de crimes contra crianças e adolescentes, previstas em lei, mas ainda não implementadas.
Ao apresentar um balanço das ações relacionadas a essa área em 2009, o presidente da comissão e da frente parlamentar, deputado André Quintão (PT), lamentou a não criação das varas especializadas. Ele lembrou que a medida chegou a ser defendida pelo presidente da ALMG, deputado Alberto Pinto Coelho (PP), e pelo procurador-geral de Justiça, Alceu José Torres Marques, em reunião no ano passado com o presidente do Tribunal de Justiça, desembargador Sérgio Resende. Segundo Quintão, este é um dos principais desafios para 2010.
O deputado Carlin Moura (PCdoB) afirmou que a frente parlamentar e os movimentos de defesa da criança e do adolescente precisam agir rapidamente, uma vez que em junho haverá mudança na diretoria do TJMG. A promotora Andrea Carelli, que coordena o Centro de Apoio Operacional às Promotorias de Justiça da Infância e Juventude, sugeriu a realização de reuniões com juízes que são referência na área, a fim de que eles se integrem ao movimento pela criação das varas. O julgamento especializado desses crimes também foi defendido pelo vice-presidente da comissão, deputado Eros Biondini (PTB), e pela coordenadora do Fórum Interinstitucional de Enfrentamento à Violência Doméstica, Abuso e Exploração Sexual de Crianças e do Adolescente, Regina Helena Cunha Mendes.
Políticas básicas - Os participantes da reunião definiram outras ações prioritárias para 2010. A coordenadora do Fórum Estadual de Combate ao Trabalho Infantil, Elvira Mirian Cosendey, e a representante da PUC Minas no Fórum Mineiro de Educação Infantil, Dinéia Domingues, afirmaram que as entidades reunidas na audiência deveriam dar mais atenção às políticas públicas básicas. Entre elas, estão as ações relacionadas ao esporte e à educação, por seu impacto na infância e adolescência. O deputado Duarte Bechir (PMN) lembrou que medidas relativamente simples, como a contratação de psicólogos e pedagogos por escolas públicas, podem ter resultados significativos no combate à violência contra crianças.
A secretária executiva da Frente de Defesa dos Direitos da Criança e do Adolescente, Maria Alice da Silva, defendeu a abertura, pelo Poder Executivo, da consulta a dados de execução orçamentária, a fim de que a população possa ter acesso a esses números. Os convidados da audiência pública também pregaram uma maior articulação das ações do poder público e dos movimentos sociais e a realização de comemorações conjuntas dos 20 anos do Estatuto da Criança e do Adolescente, em vigor desde 1990.
Balanço - André Quintão apresentou um balanço das emendas populares de revisão do Plano Plurianual de Ação Governamental (PPAG) voltadas para a criança e o adolescente. De acordo com o deputado, elas significaram um acréscimo de R$ 6,5 milhões em ações com impacto direto ou indireto na infância e adolescência. Ele também apresentou um quadro da execução do Orçamento do Estado em 2009, no que diz respeito a essa área. Dos recursos previstos, 91% foram executados.
O superintendente de Políticas para a Criança e o Adolescente da Secretaria de Estado de Desenvolvimento Social, Ivan Ferreira da Silva, detalhou ações do Poder Executivo em 2009 oriundas de emendas ao PPAG. Entre elas, estão o fortalecimento de conselhos tutelares, o combate ao trabalho infantil e o apoio à reintegração de crianças e adolescentes a suas famílias.
Requerimento - A Comissão de Participação Popular aprovou requerimento do deputado Carlin Moura, que solicitou audiência pública para debater a reestruturação do Conselho Nacional de Segurança Pública.
Presenças - Deputados André Quintão (PT), presidente da comissão; Eros Biondini (PTB), vice-presidente; Carlin Moura (PCdoB), Duarte Bechir (PMN) e João Leite (PSDB).

Diário Oficial Pernambuco / Noticiário Legislativo

http://www.fisepe.pe.gov.br/cepe/materias2010/mar/legi04040310.htm
Piso salarial para policiais e bombeiros
Bastante comemorada a aprovação da Proposta de Emenda Constitucional (PEC) nº 446, na noite da última terça-feira, implantando o piso nacional para policiais militares e civis e bombeiros. A medida, acatada em primeiro turno, na Câmara Federal, deverá ser submetida a outra análise até o final do mês.
Na tarde de ontem, o tema embasou os pronunciamentos dos deputados Soldado Moisés (PSB), que acompanhou de perto o trâmite da legislação, e Teresa Leitão (PT), durante a reunião plenária da Alepe. A parlamentar, entretanto, lamentou o fato de o piso destinado aos educadores estar bem abaixo do previsto para os que atuam na segurança pública. Se for implementada, a PEC garantirá aos praças o salário-base de R$ 3,5 mil e aos oficiais R$ 7 mil. Aos educadores, entretanto, o piso é de R$ 950,00.
“Foi uma grande vitória. O resultado consagra uma luta que percorreu vários Estados, inclusive Pernambuco, onde uma caminhada reuniu mais de 20 mil companheiros em frente à Assembleia Legislativa”, comentou Moisés. O socialista destacou sua atuação e a da Associação Nacional de Praças (Anaspra) no movimento, a fim de incluir os inativos e pensionistas no projeto. “Qualquer exclusão seria injusta”, disse.
Teresa Leitão lembrou que, devido a uma Ação Direta de Inconstitucionalidade (Adin), o piso para o Magistério ainda não foi implantado em muitos lugares. “Apenas 10% dos municípios pernambucanos pagam o valor estabelecido”, lamentou. O levantamento foi feito pela Frente Parlamentar da Casa, entre janeiro e fevereiro deste ano, nas Secretarias Municipais. A petista também contestou a falta de atualização do valor, que continua o mesmo do período da aprovação da matéria.
A Frente tem a finalidade de monitorar a implantação do piso nas redes municipal e estadual de ensino. No próximo dia 23, acontecerá a primeira reunião, quando o grupo divulgará oficialmente o resultado da pesquisa. O colegiado é composto pelos parlamentares Teresa Leitão (coordenadora-geral), André Campos, Isaltino Nascimento e Isabel Cristina, do PT; Augusto César Filho, Everaldo Cabral, Geraldo Coelho e Marcantônio Dourado, do PTB; Jacilda Urquisa (PMDB), Luciano Moura e Nelson Pereira, ambos do PCdoB; Adelmo Duarte, Maviael Cavalcanti, Augusto Coutinho e Miriam Lacerda, do DEM; Ceça Ribeiro, Elina Carneiro e Sebastião Rufino, do PSB; Bringel, Edson Vieira, Eduardo Porto, do PSDB; Henrique Queiroz (PR); Coronel José Alves (PRP), Eriberto Medeiros (PTC); Lucrécio Gomes (PV); e Pastor Cleiton Collins (PSC).

Folha de S.Paulo / Cotidiano

No rush, carro está tão veloz quanto galinha
Velocidade média no pico da tarde em SP passou de 18 km/h para 15 km/h em um ano, segundo relatório da CET concluído em fevereiro
No pico da manhã, velocidade também caiu; principal explicação é a expansão da frota -em 2009, SP ganhou mais de 335 mil veículos
ALENCAR IZIDORO
EDUARDO GERAQUE
DA REPORTAGEM LOCAL
A velocidade média do trânsito na cidade de São Paulo caiu no ano passado. No pico da tarde (17h às 20h), passou de 18 km/h em 2008 para 15 km/h.
Na prática, os veículos têm circulado no rush mais devagar do que um corredor campeão da São Silvestre e num ritmo tão lento que se assemelha ao que uma galinha pode atingir.
Os números de redução da velocidade na capital constam do "Relatório de Atividades Operacionais" da CET (Companhia de Engenharia de Tráfego), concluído em fevereiro.
No pico da manhã (7h às 10h), os veículos circularam a 29,75 km/h na média das principais avenidas da cidade aferidas pela companhia -queda de 4% em relação aos 31 km/h do ano anterior. No pico da tarde, a queda foi de 16%.
Os resultados foram verificados mesmo após medidas mais severas e polêmicas de limitação ao tráfego de veículos em São Paulo de dois anos para cá.
Em 2008, a gestão Gilberto Kassab (DEM) ampliou a restrição aos caminhões e, em 2009, aos ônibus fretados -nesse caso, recebendo críticas pelo risco de migração dos usuários para os carros.
Nos últimos dois anos, também houve a retirada de vagas de estacionamento da via pública em diversos bairros, para melhorar a fluidez do trânsito.
A principal explicação para a queda da velocidade é a expansão da frota. Só no ano passado, a cidade ganhou mais de 335 mil veículos, quase mil por dia. Para amortizar os impactos seria necessário construir uma avenida como a Paulista por semana -solução considerada impossível por especialistas.
Interdições e chuva
A CET defende a eficácia das restrições aos caminhões e aos fretados e relativiza os dados que mostram que os veículos passaram a andar mais devagar.
Ela avalia que a redução da velocidade foi influenciada por fatores como as novas interdições no trânsito (devido às obras do metrô e da marginal Tietê) e a elevação de 20% nas interferências (quebra de carros e caminhões, por exemplo).
Cita também os impactos do "aumento excepcional" no volume de chuva (alta de 42% no índice de precipitação pluviométrica). Essa explicação, aliás, é citada como justificativa para a queda ter sido mais acentuada no pico da tarde.
A CET exalta os resultados de outro parâmetro de avaliação: a quantidade de quilômetros de congestionamentos nos 835 km de vias monitoradas.
Isso significa que, nas medições da CET, a quantidade de ruas e avenidas com trânsito parado nos horários mais críticos diminuiu, embora os motoristas estejam circulando a uma velocidade média mais baixa.
Os cálculos de velocidade são baseados em dez medições diárias, em frente a 27 PACs (Postos Avançados de Campo), dos 31 que existem na cidade. Ao todo, 18,2 km são monitorados.
A partir do mês que vem, especialistas esperam uma melhoria no trânsito devido a inaugurações de três empreendimentos de grande porte: a alça sul do Rodoanel, a primeira fase da ampliação da marginal Tietê e a linha 4 do metrô.
BÔNUS:
AGENTES DA CET GANHAM MAIS SE HÁ MELHORA NO TRÂNSITO
Os agentes de trânsito da CET passaram em 2009 a ter meta para reduzir os índices de congestionamento. Quanto menores os números, maiores as chances de eles obterem uma bonificação no final do ano. A medida foi motivo de polêmica pelo risco de incentivar uma queda artificial das medições do trânsito feitas pelos próprios funcionários. A CET descarta a possibilidade e diz que há auditoria. Para 2009, a bonificação máxima previa 125 km de lentidão à tarde (ficou em 131 km).